Literatura
Teoria do MEDO (#2)
0Os disfarces do medo!
Os disfarces do medo são os mais variados. Algumas vezes, ele está
fantasiado de raiva, desprezo, indiferença; outras, de atenção, delicadeza, bondade.
Quando temos de enfrentar um adversário mais preparado que nós , é mais cômodo buscar refúgio na indiferença, no desprezo. É mais fácil dizer “deteste estes recursos, eles me parecem baixos”, do que admitir e dizer: “estou com medo”.
Quando o adversário é mais dócil, usamos de atenção e bondade para atraí-lo para o nosso lado.
Nos dois, seria muito honesto aceitamos e reconhecermos nosso medo e aprendermos a lidar com ele, sem subterfúgios.
Não vai resolver nada tentamos esconder sob disfarces sempre que estamos com medo. Mais cedo ou mais tarde, mais dia ou menos dia, os disfarces irão esgotar-se e teremos de lidar face a face com os temores. Que seja logo! (mais…)
Teoria do MEDO (#1)
0Momento de medo!
No nosso dia-a-dia, existem muitos momentos de medo, tanto físico como moral e psicológico. A boca seca, as pernas tremem, ficamos imóveis, sem ação e sem saída.
Parece que todas as células do nosso corpo petrificaram-se em único ser: o do medo. Em algumas ocasiões, nós somos tão espertos, tão capazes, entretanto, de um momento para outro, somos dominados por um temor, por um sentimento.Todos temos os nossos medos e os temos mais do que
imaginamos. Admitir o medo é o primeiro passo para nos libertarmos dele.
Quando conhecemos os nossos medos, quando damos nome a eles, então é mais fácil preveni-los e administrá-los. O conhecimento só nos traz vantagem.
Tudo se torna mais difícil quando desconhecemos os nossos medos; pois pior que ter o medo é não saber quais medos existem em nós.
A volta do cidadão na sociedade
0Passo pela Avenida Paulista logo pela manhã, costurando entre os transeuntes engravatados, lembrando – e olha que somente lembrando mesmo! – daquela sensação antiga, de quando eu era um deles: cidadão, gente, pessoa, um humano. Vagando em farrapos no corpo e na cara a máscara da vergonha estampada, o orgulho que me enchia quando tinha sucesso virou humilhação em ver esses homens executivos todos ocupados com suas maletas, telefones e toda aquela parafernália dessa canalha toda; os que “deram certo” na vida, afetando muita ocupação e comprometimento com o trabalho de merda. (mais…)
AmoR EternO
0Must have stabbed her fifty fucking times,
I can’t believe it,
Ripped her heart out right before her eyes,
Eyes over easy, eat it, eat it, eat it!”
Avenged Sevenfold.
Havia três semanas que eu notava seus comportamentos estranhos em relação a mim: não saía de casa, às vezes me evitava, quando nos falávamos estava off. Amanda sempre foi esquisita, mas nunca levei muito a sério isso, porque eu também não sou muito lá seguidor da dita normalidade. Eu suspeito que ela vá terminar; e por coincidência, Judas, meu melhor amigo, sempre andava junto com a gente e ontem me avisou sobre isso, logo após o jogo, num churrasco que estava tendo na casa do Bruno. (mais…)
O tiro saiu pela culatra
0“Criança é arrastada na rua por bandidos que roubaram carro”; “Rombo na Previdência Social pode ser maior”; “Balança comercial fica negativa”; “Homem mata sua mulher queimando-a viva”; “Traficantes matam oito policias”; “Desvio de dinheiro pode chegar a R$ 180 milhões”; “Casa é destruída por bandidos usando lança-foguete”; “Mulher mata o marido degolado durante a noite”; “Animais raros são encontrados num porão duma casa”; “Padre se abusava de crianças”; “Deputado é solto e livre das acusações de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e homicídios”; “Pit Boys matam mendigo a chutes e socos e são soltos”… (mais…)
João e Maria
0| João e Maria há muito que se conhecem e, desde em quando pequenos, já demonstravam aquele amor casto infantil. Passaram a infância trocando cartas e chutes; a pré-adolescência de mãos dadas e segredinhos; a adolescência se amassando tentando quebrar a lei física de que “dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço”; e por fim a fase a atual, a juventude, fazendo amor todo dia de todas as maneiras e em qualquer lugar que lhe derem na telha. Era óbvio que isso terminaria dessa maneira, pois praticamente são duma natureza praticamente inseparável. (mais…) |
Caguei, e daí?
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| Na porta da rua uma muleta grande, em baixo escrito Dr. Medeiros, ortopedista. Entrei na sala de espera socada de gente. Não vi a secretária dele na mesinha ao lado da porta onde ele atende. Concluí que estava atendendo alguém. Olhei o relógio simplório em cima da parede onde fica a porta: eram 2 h. Enfadado de ter que esperar até as duas e meia, horário de minha consulta, quis ler alguma coisa, mas só tinha revista para mulheres que gostam de ver a vida estúpida das pessoas famosas em revistas voltadas a esse típico de boa cultura para nossa sociedade. Típico de mulher: gostam de sonhar a vida que elas não podem ter. Meu joelho doía muito. (mais…) |
Crônica natalina
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Há uma historieta interessante que paira de boca em boca numa fantástica cidade chamada Dois Córregos. Quem me contou foi um amigo do amigo de um amigo do amigo meu, que era amigo de outro amigo do amigo dele. Ela navega quase na velocidade da luz, em um eficiente sistema de comunicação rápida, quase instantânea, com uma distorção dos fatos medonha, de tamanha eficiência – não podendo dizer o mesmo para o conhecimento. O natal vem chegando, e se trata disso mesmo, dessa nobre data vazia do seu verdadeiro significado, tomada por tudo aquilo que instiga as pessoas a darem sua vida para conseguir “aquilo” durante o ano, numa sede esperta de “ter” mesmo não podendo, todas instigadas pelas imagens de felicidade verdadeira, mas efêmera emanada delas. Se o ilustre Machado de Assis estivesse vivo, seria intrigante ver o que esse mestre das palavras teria a dizer sobre o assunto. Decisivamente é um enigma, mas deixemo-lo descansar, já fez o seu trabalho. Cabe aos outros agora fazê-lo, pois o interessante é a história em si, nada mais. Não querendo nada mais do que passá-la adiante, julgue-a o leitor como lhe parecer melhor, afinal, aqui não estou para ser Juiz. (mais…)



imaginamos. Admitir o medo é o primeiro passo para nos libertarmos dele.








































