12 plantas medicinais para cultivar em busca da saúde


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Usadas há muito tempo por nossos antepassados, as substâncias encontradas nessas plantas permitem a cura ou o tratamento de doenças. O reino das plantas possui uma riqueza que muitas vezes não conhecemos. Além do bem-estar e do efeito terapêutico que a simples prática da jardinagem já proporciona aos seus cultivadores, há um mundo vasto e profundo das espécies medicinais e seus inúmeros princípios ativos.

Separamos 12 plantas medicinais para você cultivar e usar em prol da saúde do corpo e da mente:

1. Lavanda (Lavandula)

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Excelente para tratamentos de depressão, insônia e ansiedade. A lavanda pode ser usada na ingestão de chá ou de forma tópica, massageando as têmporas com o seu óleo essencial. Também é muito usada como analgésico, antibacteriano, antifúngico, anti-inflamatório, antisséptico, podendo ser utilizada em tratamentos para crianças e idosos.

Segundo a engenheira ambiental e paisagista, Fer Dagrela, em tempos de pandemia, a lavanda passou a ser mais cultivada em casas e jardins, com a finalidade de trazer paz, bem-estar e aconchego.

É uma planta bem exigente em regas quando cultivada em vasos e jardineiras. Nos períodos de primavera e de verão, as regas devem ser diárias em regiões mais quentes. Quando cultivada direto no jardim, podem variar de duas a três vezes por semana. A adubação pode ser feita a cada três meses com adubos orgânicos, como húmus de minhoca, bokashi ou esterco animal seco. “Se faltar água, sua planta ficará toda murchinha. Porém, basta fazer uma boa rega em abundância para que ela volte a ficar toda linda”, explica a engenheira ambiental.

2. Ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata)

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Conhecida mundialmente como ora-pro-nóbis, é uma espécie altamente nutritiva da família Cactaceae, encontrada na Mata Atlântica brasileira, comumente usada como remédio para cicatrização de feridas cutâneas e no tratamento de inflamações. Possui valiosas propriedades nutricionais, incluindo grandes quantidades de proteínas, minerais, vitaminas e fibras, representando um excelente alimento funcional.

De acordo com a bióloga, botânica e jardineira, Gabi Almeida, por seu uma cactácea, aprecia regas moderadas, somente quando o substrato estiver seco. É uma planta de sol pleno ou meia-sombra, dependendo da região do Brasil. “O substrato deve ser bem solto e enriquecido de matéria orgânica. Pode ser plantada em vaso, porém é importante que o vaso tenha furo e apresente uma boa camada de drenagem”, explica.

3. Hortelã (Mentha spicata)

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A planta possui propriedades analgésica, antisséptica, anti-inflamatória, digestiva, anestésica e expectorante. Indicada para ser usada na ingestão de chá para acalmar a irritação da garganta e para dar aquele aconchego em dias frios.

A hortelã é uma planta bem resistente e pouco exigente com manutenções. Pode ser cultivada em vasos ou em canteiros no jardim, em locais de meia-sombra ou sol pleno. É importante que a espécie receba pelo menos quatro horas de sol diariamente para que possa se desenvolver. Para cultivo em ambientes internos, o ideal é deixar em uma janela ou em algum cantinho que receba esse sol – se a planta ficar apenas na sombra, terá seu desenvolvimento comprometido.

As regas variam de duas a três vezes por semana e a adubação pode ser feita a cada 30 dias com o adubo inorgânico NPK 10.10.10 líquido ou em farelo.

4. Guaco (Mikania glomerata)

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Com propriedades antigripal, broncodilatadora, expectorante e usada no tratamento de inflamações de garganta, o guaco possui os usos populares na forma de xarope, gargarejo e bochecho, extremamente difundidos.

É uma planta trepadeira de grande porte, nativa do sul do Brasil, com crescimento rápido a moderado. Aprecia sol pleno ou meia-sombra e deve ser cultivada em solo fértil e rico em matéria orgânica. É uma planta que exige baixa manutenção e fácil cultivo.

5. Boldo (Peumus boldus)

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O boldo auxilia no funcionamento do fígado e da vesícula biliar, facilitando a digestão de gorduras. É excelente para aqueles dias em que consumimos alimentos mais gordurosos.

Fer Dagrela explica que a espécie pode ser cultivada em vasos ou direto no jardim, em locais de sol pleno, ou seja, onde a planta receba sol durante todo o dia, ou pelo menos na maior parte dele. É um vegetal muito resistente, fácil de cultivar e pouco exigente com regas e manutenções. Para fazer mudas é só cortar um galho de 15 cm e espetar em um vaso com um bom substrato e manter o solo levemente úmido. As regas variam de uma a duas vezes por semana.

6. Mastruz (Dysphania ambrosioides)

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O mastruz, ou erva-de-santa-maria, é amplamente conhecido na medicina tradicional para combater vermes intestinais, má digestão e fortalecer o sistema imunológico. É uma das plantas mais usadas entre os remédios tradicionais do mundo inteiro. Gabi Almeida diz que sua ação vermífuga parece estar relacionada com a principal substância ativa da planta, o ascaridol. O sumo das folhas, associado a um pouco de leite, é famoso nas práticas caseiras como remédio para tratar gripe, bronquite e tuberculose.

“Toda a planta tem cheiro forte e desagradável, com incidência no sul e no sudeste do Brasil, onde é considerada erva-daninha”, comenta Gabi Almeida. É uma planta trepadeira de grande porte, com crescimento rápido a moderado. Aprecia sol pleno ou meia-sombra e deve ser cultivada em solo fértil e rico em matéria orgânica. Exige baixa manutenção e é de fácil cultivo.

7. Camomila (Matricaria chamomilla)

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É uma das ervas mais usadas em infusões para tratamentos de insônia, ansiedade, cólicas menstruais, além de gripes e resfriados. Sua ingestão também melhora o sistema imunológico.

Deve ser cultivada em locais de meia-sombra ou sol pleno, onde é necessário que a planta receba de três a cinco horas de luz solar direta por dia. Pode ser cultivada em vasos, jardineiras ou em canteiros no jardim. É recomendado plantar em substrato rico com matéria orgânica e bem drenado, ou seja, com bastante nutrientes, bem leve e solto. A rega deve ser de duas a três vezes por semana no outono e no inverno e de duas a quatro vezes por semana durante a primavera e o verão.

8. Tanchagem (Plantago major)

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É considerada diurética, antidiarréica, expectorante e cicatrizante. Os indígenas das Guianas usam as flores e as sementes contra conjuntivite e irritações oculares. Além disso, também pode ser usado na pele para curar feridas, já que ajuda na cicatrização e coagulação do sangue, e para tratar furúnculos. Os principais ativos que apresentam mais benefícios são os iridóides, as mucilagens e os flavonoides.

A tanchagem cresce espontaneamente em terrenos baldios e lavouras, onde é considerada daninha. É polinizada pelo vento e produz grande quantidade de sementes, até 20.000 por planta.

9. Erva-doce (Pimpinella anisum)

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Pode ser usada para combater má digestão, gases, dor de barriga, cólicas e dor de cabeça. Normalmente, é mais consumida como infusão e é excelente para elevar a imunidade em pessoas com gripes e resfriados.

“Assim como as plantas já mencionadas, a erva-doce também precisa ser cultivada em meia-sombra ou sol pleno para que consiga se desenvolver”, assente a engenheira ambiental. Aprecia o substrato levemente úmido, sendo assim, suas regas variam de duas a três vezes por semana. Para estimular o desenvolvimento, faça adubações a cada três meses com adubos orgânicos, como húmus de minhoca ou bokashi e adubações inorgânicas com o NPK 10.10.10 a cada 30 dias.

Para garantir o bom desenvolvimento dessas plantas, cultive em locais onde recebam a incidência direta de luz solar na maior parte do dia.

10. Erva-cidreira (Melissa officinalis)

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Suas folhas são usadas na forma de chá como antiespasmódica, antinevrálgica, anti-inflamatória, antialérgica, antiespasmódica e calmantes nos casos de ansiedade e de insônia. A Melissa officinalis é muito confundida como a erva-cidreira de folha (Lippia alba), que possui flores lilases e amareladas.

A bióloga explica que a erva-cidreira aprecia sol pleno ou meia-sombra, em solo bem solto e que não acumule água. Além disso, você pode enriquecer essa terra com matéria orgânica. A rega deve ser moderada e sempre que o substrato secar, evitando o encharcamento.

11. Vinca (Catharanthus roseus)

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O ideal para o cultivo da planta é em solo orgânico variado com esterco. A vinca tem pouca exigência quanto ao tipo de terra. Uma mistura com substrato comercial, em partes iguais, já proporciona um ótimo ambiente para ela crescer. Suas folhas e flores são usadas para diminuir a febre, tratar caspa e regular a hipertensão.

12. Fáfia (Pfaffia glomerata)

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Para a fáfia, é indicado que seu plantio ocorra em solo solto e fértil. A irrigação deve ser moderada, pois a planta necessita de solo úmido, porém não encharcado, para evitar o apodrecimento de suas raízes. Seu cultivo se dá por meio de sementes férteis e germinativas. Pode ser plantada em vasos e canteiros.

A espécie tem muitos benefícios medicinais, como imunoestimulante, calmantes, tônicos e até para tratar úlceras. Ela também ajuda a controlar o colesterol e suas folhas são usadas para baixar febre e como analgésico.


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