80 coisas que você fazia na infância e hoje seriam consideradas absurdas
Se existe algo que envelheceu mais rápido do que a tecnologia, foram os costumes da nossa infância. Olhando hoje, muita coisa que parecia absolutamente normal naquela época soa, no mínimo, questionável. Outras seriam proibidas, canceladas ou renderiam um grupo de WhatsApp de pais indignados em menos de cinco minutos.
Este artigo é uma viagem direta para a nostalgia, com direito a choque cultural, risada nervosa e aquele pensamento clássico: “como eu sobrevivi?”. Aqui estão 80 coisas que você fazia na infância e hoje seriam consideradas absurdas, mas que moldaram toda uma geração emocionalmente confusa e surpreendentemente resiliente.

Coisas que envolviam risco real e ninguém ligava
- Andar de bicicleta sem capacete.
A proteção era “vai com cuidado”. - Brincar na rua até escurecer.
Sem celular, sem localização, sem drama. - Subir em árvore sem supervisão.
Quanto mais alto, melhor. - Pular de muros só por diversão.
Teste de resistência física infantil. - Brincar perto de obra.
Areia grátis e perigo incluso. - Soltar pipa perto de fio elétrico.
Esporte radical não oficial. - Andar de skate sem joelheira.
Joelho ralado era currículo. - Descer ladeira em carrinho improvisado.
Freio? Nunca ouvi falar. - Andar no porta-malas em estrada curta.
“É rapidinho”. - Correr atrás de caminhão.
Por nenhum motivo racional.
Coisas socialmente aceitáveis que hoje seriam canceladas
- Zoar colega sem filtro.
Chamava de “brincadeira”. - Apelidos cruéis que grudavam.
Trauma vitalício. - Brincadeiras físicas agressivas.
Tudo “de amigo”. - Competição para ver quem aguenta mais dor.
Psicologia zero. - Rir quando alguém caía.
Empatia ainda em beta. - Copiar trabalho sem culpa.
Solidariedade escolar. - Brincar de polícia e ladrão sem debate.
Simples assim. - Fazer piada com tudo.
Sem consciência social. - Ser comparado com irmãos.
Normalizado. - Ouvir adulto dizer “engole o choro”.
Educação emocional freestyle.
Coisas relacionadas à tecnologia pré-histórica
- Usar internet discada.
E rezar para não cair. - Disputar telefone fixo.
“Sai da internet que vou ligar”. - Anotar telefone em papel.
Agenda analógica. - Alugar fita e rebobinar.
Regra sagrada. - Gravar música da rádio.
Com locutor atrapalhando. - Jogar videogame com fio curto.
Postura horrível. - Dividir controle quebrado.
Sobrevivência infantil. - Salvar trabalho em disquete.
Tecnologia jurássica. - Ficar sem internet por dias.
E sobreviver. - Viver sem GPS.
Se perdia e resolvia.
Coisas que os pais deixavam e hoje seriam impensáveis
- Ficar sozinho em casa cedo demais.
“Qualquer coisa liga”. - Cuidar de irmão menor sendo criança.
Babá improvisada. - Ir a pé para longe.
Sem supervisão. - Comprar coisa na rua sozinho.
Confiança total. - Dormir na casa de amigo sem aviso.
Comunicação mínima. - Passar o dia fora sem dar notícia.
Mistério aceito. - Comer qualquer coisa na casa dos outros.
Sem perguntar ingrediente. - Andar descalço na rua.
Imunidade elevada. - Brincar com cachorro de rua.
Sem medo. - Aceitar doce de desconhecido conhecido.
Contradição social.
Coisas da escola que hoje seriam surreais
- Castigo coletivo.
Injustiça pedagógica. - Copiar matéria da lousa por horas.
Punho destruído. - Apagar quadro com apagador sujo.
Ataque respiratório. - Prova surpresa sem aviso.
Terror psicológico. - Professor gritando como método.
Autoridade sonora. - Fila separada por gênero.
Normalizado. - Brincar com material perigoso.
Aula prática extrema. - Trabalho manuscrito enorme.
Caligrafia forçada. - Ser escolhido por último.
Trauma esportivo. - Não falar de saúde mental.
Nunca existiu.
Coisas absurdas do dia a dia infantil
- Beber água da mangueira.
Sabor metálico nostálgico. - Comer coisa caída no chão.
Regra dos cinco segundos. - Misturar tudo no prato.
Gastronomia caótica. - Dormir no sofá torto.
Coluna resiliente. - Acreditar em lendas urbanas.
Medo gratuito. - Ficar acordado até tarde sem culpa.
Energia infinita. - Inventar brincadeira com lixo.
Criatividade máxima. - Passar trote.
Humor duvidoso. - Brincar sem roteiro.
Imaginação pura. - Não usar protetor solar.
Queimadura como lembrança.
Coisas emocionais que hoje seriam diferentes
- Não falar sobre sentimentos.
Tudo engolido. - Resolver conflito na base do grito.
Comunicação primitiva. - Ser comparado o tempo todo.
Autoestima opcional. - Aprender “na marra”.
Método questionável. - Não ter voz nas decisões.
Adultocentrismo puro. - Achar que adulto sabia tudo.
Ilusão coletiva. - Ter medo e não contar.
Silêncio aprendido. - Achar que chorar era fraqueza.
Erro histórico. - Acreditar que crescer resolvia tudo.
Plot twist cruel. - Sonhar sem medo do futuro.
Luxo infantil.
O choque final de realidade
- Sobreviver sem ansiedade digital.
Milagre. - Viver sem redes sociais.
Liberdade desconhecida. - Brincar sem registro em vídeo.
Memória real. - Não se comparar o tempo todo.
Paz mental. - Ter tédio e criar algo.
Criatividade genuína. - Aprender errando muito.
Sem julgamento público. - Resolver coisas cara a cara.
Coragem social. - Ter menos informação.
E menos medo. - Viver o presente sem pensar no futuro.
Leveza pura. - Ser criança de verdade.
Algo que hoje parece quase absurdo.
Por que a infância parece tão diferente hoje
Porque o mundo mudou, a consciência evoluiu e os riscos ficaram mais visíveis. Mas também porque a infância de antigamente era mais livre, mais caótica e menos vigiada. Tinha perigos, sim. Mas tinha algo que anda raro hoje: tempo, imaginação e presença.
Ler essa lista dói e conforta ao mesmo tempo. Dói porque percebemos o quanto tudo mudou. Conforta porque lembra que, apesar de tudo, a gente viveu.
Se você se pegou pensando “como deixavam isso?”, a resposta é simples: deixavam.
E, de alguma forma estranha,
a maioria sobreviveu.






