A grande lições de vida que aprendi com o filme Soul


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Seguindo sucessos como “Divertida Mente” e “Viva – A Vida é Uma Festa”, a nova produção da Disney Pixar mergulha mais uma vez nas emoções para trazer a questão mais antiga do mundo: qual é o sentido da vida? Com humor e muita sensibilidade, “Soul” dá uma lição de humanidade ensinando o simples: o propósito da vida é viver.

Soul, filme da Disney Pixar

O protagonista é o professor de música Joe Gardner que, apaixonado por jazz, vê a oportunidade de realizar seu grande sonho ir por água abaixo ao sofrer um acidente. Após uma fatalidade, Joe tem corpo e alma separados e acaba indo parar em uma espécie de limbo “pré-vida”, em que novas almas se preparam para descer à Terra.

A grande lições de vida que aprendi com o filme Soul

Neste lugar, se encontra com 22, uma alma rebelde que não quer encarnar, e recebe a missão de ajudá-la a descobrir qual é sua missão na Terra. Ao longo deste caminho, a dupla faz uma série de descobertas, que vão das questões mais filosóficas às sociais – “Soul”, inclusive, já faz história ao trazer o primeiro protagonista negro da Pixar.

Qual é o seu propósito na vida?

A grande lições de vida que aprendi com o filme Soul 2

A questão central de “Soul” já é de tirar o sono: é impossível acompanhar as dúvidas de Joe e 22 sem também se fazer essa pergunta internamente. Mas ao contrário do que até pode parecer a princípio, a animação passa bem longe de ser determinista: ninguém nasce fadado a algo específico, ninguém precisa obrigatoriamente ter realizações gigantescas para se sentir completo – ao menos da forma em que estamos acostumados a pensar no que isso significa.

22 se encanta com o sabor de um pedaço de pizza, com o som das árvores, com um café entre amigos e, principalmente, com a possibilidade de ser livre. Enquanto se recusa a vir à Terra por não encontrar nada que a faça ter vontade de “despertar”, a alminha faz refletir sobre nossas ansiedades, sobre o medo de não encontrar o que nos faz feliz e como essa sensação pode ser paralisante.

A felicidade está sempre a um passo de distância

A grande lições de vida que aprendi com o filme Soul 3

Enquanto as aflições de 22 são relacionadas à dúvida sobre sua missão na Terra, as de Joe vão no caminho contrário: ele tem certeza do que quer e pensa que será feliz quando finalmente chegar lá – onde? É o que “Soul” questiona.

Enquanto Joe “guarda” a felicidade para o momento em que alcançar seu grande objetivo, muita coisa passa despercebida ao seu redor. A comunidade que o cerca é cheia de vida, mas, assim como é comum acontecer na vida real, os detalhes são facilmente engolidos pela obsessão em um fim específico – ideia que também é representada de forma incrível através das almas perdidas que vagam pelo limbo.

A grande lições de vida que aprendi com o filme Soul 4

Apesar de mexer com as questões tão existenciais e que causam ansiedade, “Soul” é um abraço amoroso ao final de um ano que expôs todo tipo de fragilidade do ser humano, das mais físicas às mais emocionais, culturais e sociais.

Sem cair no discurso fácil de “corra atrás dos sonhos”, a história de Joe encanta ainda mais ao mostrar que a jornada é tão bonita quanto o destino: a busca incansável e necessária pela felicidade pode – e deve – ser o que nos faz levantar todos os dias, mas a vida que acontece enquanto estamos nessa corrida é o que temos agora. E é a mais valiosa.

Estrelado por Jamie Foxx (“Django Livre”) e Tina Fey (“Meninas Malvadas”), “Soul” teve lançamento nos cinemas cancelado por conta da pandemia, mas já está disponível no streaming Disney+.


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